Cabo Verde: “Mulheres do PAICV” celebra Dia da Mulher Cabo-verdiana com foco no Objectivo do Desenvolvimento Sustentável

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Cidade da Praia, 27 Mar (Inforpress) - A Federação Nacional das Mulheres do PAICV (FNMPAI) celebrou esta noite o Dia da Mulher Cabo-verdiana com uma “Conversa Aberta e Participativa sob o tema “Participação da mulher:  que mecanismos para alcançar o Planeta 50/50 Em 2030?”.
 
A presidente desta organização, Joanilda Alves, projecta como o grande desafio trabalhar para ajudar o PAICV  a cumprir a moção de paridade 40/60, aprovada no seu XV Congresso a todas as listas do partido, mas também contribuir para que o país atinja o desafio atingido pelas Nações  Unidas (NU), o planeta 50/50 no universo de 2030.  
 
Disse que pretende com este debate acolher subsídios “no sentido do PAICV continuar a apresentar propostas e soluções e continuar a protagonizar a agenda para a igualdade em Cabo Verde”.
 
Acredita que a meta desafiada pelas NU poderá perfeitamente ser alcançável em Cabo Verde, alegando que as mulheres já deram provas que são capazes, pelo que entende ser neste momento muito importante a união entre homens e mulheres para um objectivo único, a igualdade de oportunidade e igualdade do género.
 
Admite, entretanto, que a nível do parlamento não houve muita evolução com o agravante de ter havido uma redução grande a nível do Governo, já que o país chegou a estar no segundo lugar a nível mundial e o primeiro em África, com 55 por cento do género feminino no executivo, quando actualmente o governo conta com apenas três mulheres num universo de 12.
 
A este propósito, considera ser necessário acelerar os passos para que o país possa compensar e dar continuidade, razão pela qual entende que os partidos políticos são determinantes para motivar a todas as mulheres para liderarem, sublinhando que falta muitas vezes a igualdade de oportunidade para chegar ao poder.
 
“A questão da igualdade e de direito para os cargos é uma questão dos direitos humanos”, enfatiza, alertando para a necessidade da criação de condições para que todos, de uma forma igual, possam aceder aos cargos.
 
Instalada em Setembro de 2010, a FNMPAI já conta com representações em todas as ilhas e tem estado a “conseguir fazer a diferença dentro do partido, evoluindo do mínimo de 1/3 em termos de participação nas listas para 40/60” e, de acordo com a sua líder, vai propor ao Partido Africano da Independência de Cabo Verde, PAICV,  a propor uma lei de paridade no parlamento.
 
Inforpress/Fim